Não é O QUE falamos, mas COMO falamos

O blog é sobre comunicação, ok. Mas num horizonte amplo, tudo é comunicação e por isso falarei hoje da comunicação ‘não corporativa’ e, nesse caso (como vcs verão abaixo), fundamental. A comunicação com as crianças.

Recebi hoje um texto de um educador chamado Marcos Meier que trata de uma questão simples, muito simples, extremamente trivial. Mas que vale refletir. Ele diz que, entre outras coisas, temos que ficar atentos à forma que usamos para elogiar nossas crianças –  sejam elas filhos, parentes, amigos ou alunos. Parece óbvio, e realmente é. Mas enxergar o óbvio às vezes é difícil…

Tendência natural entre quase 100% dos pais de hoje (se vc é pai ou mãe, há de concordar), o elogio ‘rasgado’, gratuito e frequente sempre me pareceu uma excelente forma de manter a auto-estima das crianças e, consequentemente, torná-las mais seguras. Sou, particularmente, praticante fiel. Não fico uma hora sequer sem um adjetivo como “inteligente”, “lindo”, “esperto”, “carinhoso”, etc.

O que o educador defente é que não devemos elogiar o indivíduo, mas sim seus esforços. Por exemplo, ao invés de dizer que a criança é muito inteligente quando termina a lição de casa, temos que elogiar seu esforço em fazê-la. Assim mesmo, mostrando que mesmo em uma tarefa fácil, sem esforço não há recompensa.

O texto segue abaixo, mas a conclusão dele é que crianças muito seguras de si tornam-se adultos sem resistência às frustrações que a vida, irremediavelmente, traz. Crianças que aprendem a se esforçar, ao contrário, são “treinadas” para que, mesmo em situações adversas, saibam que o esforço sempre traz algum resultado, mesmo que não seja exatamente o esperado.

Enfim, vale a reflexão. Se o professor Meier está mesmo certo (e acho que está), acabo de perceber que faço TUDO errado! Mas é sempre tempo de olhar as coisas de outra maneira!

Bjs e até a próxima!

Simone

O TEXTO:

Elogie do jeito certo

Por Marcos Meier


Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos. O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” … e outros elogios à capacidade de cada criança. O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” … e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si. Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.
As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa. A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado. Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo… você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram… você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu vídeogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repetí-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real. Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é, amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente. Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.

 Marcos Meier é mestre em Educação, psicólogo, professor de Matemática e especialista na teoria da Mediação da Aprendizagem em Jerusalém, Israel. Seus livros são encontrados na loja virtual http://www.kapok.com.br

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março 10, 2011 at 12:17 pm 4 comentários

Treinar é preciso

Para que as companhias cresçam e sua reputação acompanhe, é preciso que a imagem delas seja tratada com muito cuidado. Óbvio. Quanto maior a empresa, maior a exposição, maior o telhado de vidro. Se o negócio tem a ver com consumidor – indústria, comércio e serviços – o telhado é de cristal. Clientes, como vc e eu, tem cada vez mais acesso a armas poderosíssimas como nunca tiveram antes e podem destruir – ou promover – qualquer marca com apenas um clique.

Hoje são tantas as ferramentas que é praticamente impossível estar atualizado sobre o que acontece na web. Se vc compra um produto com defeito, é mal atendido ou mesmo se não acordou lá de muito bom humor, pronto. Basta escolher entre os trilhões de blogs/sites/twitters à disposição e abrir seu coração e suas mágoas para um sem número de espectadores. Simples assim e vc coloca em cheque uma companhia ou uma pessoa.

É justo? É ético? Ainda não sabemos. Não há um código que regulamente o que o cidadão comum pode divulgar. Mais do que isso, não há nada que barre comentários em blogs, verdadeiros ou não. A metade cheia do copo é perceber que nunca vivemos num mundo onde a comunicação foi tão simples e acessível e isso é incrível, porque tb nos dá muito mais munição, claro.

O lado ruim é que não raro vemos casos com finais completamente infelizes devido a começos inocentes de histórias  na internet. A dimensão que isso toma ninguém jamais saberá. É como se todos nós vivessemos num Big Brother virtual diário. Já experimentou colocar seu nome completo no Google? É sempre surpreendente…

Levando o tema para a comunicação corporativa, para criar musculatura para aguentar possíveis trancos ou para aproveitar as notícias boas que a internet também propaga (ok, ok… tem muita oportunidade aqui…) é preciso treino. Como em qualquer esporte, se dá melhor quem está mais bem preparado e conhece bem seu oponente (nem sempre tão oponente assim). No nosso caso, de ‘guardadores e/ou divulgadores da imagem empresarial’, o treino é feito com nossa principal arma: a informação.

Do executivo que é porta-voz à telefonista que atende o ser humano comum, faz muita diferença que a empresa tenha clara a idéia de que as pessoas devem saber o que acontece, os principais pontos fracos, os melhores pontos fortes. Se a caixa do supermercado ou a atendente da telemarketing souber aproveitar o pequeno tempo de contato com o cliente para dar alguma mensagem que faça a empresa subir um degrauzinho no conceito daquela pessoa, já valeu.

Difícil? Certamente é… Mas vale tertar unir forças. Afinal, num mundo em que os diferenciais de qualidade e tecnologia são tão pequenos entre empresas concorrentes, o que faz vc optar pela A ou pela B? A simpatia que ela, inconscientemente, passa pra vc.

Vamos tornar as empresas mais simpáticas.

Bjs e até a próxima.

Simone

março 18, 2010 at 1:59 am 3 comentários

Estamos preparados para a comunicação na mídia social?

Pode ser que eu esteja mesmo ficando velha, mas me surpreende muito a velocidade com a qual as ferramentas da internet tem andado. O orkut, quando surgiu há 6 ou 7 anos, era o ápice (aparentemente, claro) do poder de interação da rede. Hoje, com blogs, facebook, twitter e afins, aquele que era o precursor das redes sociais virou apenas ‘mais um’ no meio desse mar cada vez mais navegável e navegado.

A primeira onda, que unia pessoas, resgatava ‘amigos’ e comunidades e nos deixava expostos – agradavelmente – ao mundo todo, parece ter arrefecido. Acontece ainda, claro, mas de um jeito tão natural que não parece que por causa dela mudamos nossa maneira de expressão. Quem não tem um perfil no orkut hoje (no mínimo) parece que não existe, que não tem documento. É uma espécie de cidadania virtual mesmo.

Corporativamente – falando em comunicação – ainda é relativamente recente o uso dessas ferramentas, pelo menos entre as empresas ‘menos virtuais’. Na verdade, percebo que ainda poucas companhias tem a real dimensão do que significa abrir a comunicação para este público: o mundo. Não estou falando, claro, da comunicação comercial, de marketing, de promoções. Falo da comunicação corporativa mesmo.

Quando falamos em assessoria de imprensa, por exemplo, temos um target definido, com regras claras, dialeto próprio e argumentações jornalísticas aceitáveis e compreensíveis para ambos os lados. Mas quando falamos de mídia social, o público de expande exponencialmente. São clientes, fornecedores, funcionários, simpatizantes, antipatizantes, espiões, concorrentes… Enfim, atingimos quem queremos e quem não necessariamente gostaríamos de atingir. E é aí que a coisa muda de figura. A regra é o bom senso e você se expõe de uma forma perigosa. Fica aberto para os louros que certamente virão com a transparência, mas coloca o telhado de vidro na mira. Imagino que em alguns casos, o melhor é recuar.

Ou não. Vai ver o futuro é justamente esse. Para o bem ou para o mal, temos que estar presentes em todos os locais onde esperam que estejamos. Se, em 10 dias, a área de comunicação de uma empresa ultrapassa a marca dos 100 seguidores no twitter, é porque o internauta – de qualquer nível – também está sedento por informações por este caminho.

Quando passamos para o universo dos blogs, a história se repete. O espaço na internet é público e sem censura. A principal característica é a liberdade de expressão, exatamente o que estou fazendo aqui. Escrever é um ato de desabafo e os blogs tomaram o espaço dos antigos diários com a diferença fundamental de que o interlocutor não só lê, como interage, opina, reclama, elogia. Enfim, mais uma forma de exposição, mais uma forma de disseminar informações. E nesse caso, como as empresas devem agir? Qual o código que rege este tipo de comunicação? Comenta-se? Explica-se? Defende-se? Agradece? Ninguém sabe ainda….

A única certeza é que a liberdade de expressão, seja ela como for, é incrivelmente sensacional. A revolução que estamos assistindo está mudando e vai mudar muito mais – em breve – a forma de ação de companhias, pessoas, entidades, celebridades…. Vamos, no papel de comunicadores, nos preparar para isso. E no papel de leitores e escritores, fazer com que as ferramentas sejam cada vez melhor utilizadas.

Bjs e até a próxima,

setembro 8, 2009 at 5:48 pm 3 comentários

A polêmica do diploma

Demorei um pouco pra falar desse assunto, é verdade… Esperei os ânimos se acalmarem porque o tema foi fruto de discussões infinitas e inconclusivas. A verdade é que vou meio contra a maré dos meus colegas e isso tem incomodado um pouco. Sou contra a obrigatoriedade do diploma. Não acho que uma faculdade garante que tenhamos bons profissionais.

Pra mim, a discussão deve ser outra, muito mais voltada à qualidade do ensino do que ao pedaço de papel que ele entrega no final… Mas isso não cabe agora, deixemos pra depois.

Meu ponto é: acho, sim, que deveria haver um curso para que pessoas que gostem de escrever ou desejem fazê-lo profissionalmente, possam se aprimorar tecnicamente. Mas imagino que um curso de um ano resolva. Até porque, quem seleciona os profissionais é o mercado. Não dá pra imaginar que só porque agora o diploma não é necessário, qualquer pessoa vai sair assinando matérias em jornal. Não é nada disso. Quem não for bom, não escrever bem, não for coerente, não se estabelece. Tendo o diploma ou não.

Escrever bem, didaticamente, imparcialmente, não se aprende na faculdade. Se aprende estando atualizado, lendo, lendo, lendo. E lendo mais: jornais, revistas, livros, bulas de remédio… Qualquer coisa! Este é o primeiro passo. Se um economista consegue traduzir o mercado financeiro de forma que a minha avó entenda (rs), o que me faz pensar que um jornalista faria melhor?

O principal ponto de quem defende o diploma com unhas e dentes é o fato de quem, sem a obrigatoriedade o mercado vai acabar demitindo jornalistas formados para trocá-los por mão de obra mais barata, sem faculdade. Sinceramente, vocês acham que corremos esse risco? Eu acho exatamente o contrário!

Vou além: acho que a não obrigatoriedade do diploma vai nos fazer jornalistas melhores. Porque o tempo que gastamos (e gastamos mesmo) nos bancos das faculdades de comunicação pode ser melhor utilizado. Vamos fazer ciências políticas, economia, filosofia, direito, biologia… Para ser jornalistas! Isso vai fazer profissionais melhores, com mais conteúdo. A técnica pode ser aprendida num curso técnico, afinal.

Eu tenho diploma, tenho o MtB (registro necessário para trabalhar como jornalista) e essa lei diretamente me afeta. Mas não posso ser ingênua a ponto de brigar pelo meu diploma sabendo que ele não faz tanta diferença. O que sei hoje, aprendi no dia a dia, e não na faculdade. E acho que isso vale para inúmeros cursos, não só para jornalismo. Se trocássemos esses milhões de cursos superiores por cursos técnicos, aproveitaríamos muito mais o tempo dos profissionais.

E tempo, esse sim, vale ouro!

Bjs e até a próxima!

julho 3, 2009 at 7:12 pm 6 comentários

Communications: that’s it!

Uma grande reuniao de acionistas de uma grande empresa pode parecer algo trivial, mas a que vi hoje supera qualquer expectativa. Foi um grande evento de comunicacao. A ideia fundamental, claro, e comunicar para os ‘shareholders’ o que a companhia fez no ultimo ano, numeros, etc. Prestar contas, como qualquer reuniao desse tipo. Mas a comunicacao aqui vai tao alem disso que impressiona mesmo quem vem ‘blindado’ a isso.

Primeiro porque muitos funcionarios da empresa – do mundo inteiro – sao convidados a participar. Eram mais de 16.000 pessoas hoje, as 7h00 da manha, em um estadio de basquete do Arkansas (do clube Razorbacks, representado por uma especie de ‘porco’) ansiosas pelo o que estava por vir. A comunicacao, nesse caso, a ‘prestacao de contas’ da empresa, era pra eles tambem, afinal. E para que a atencao fosse total, principalmente dessas pessoas que nao tem acoes da empresa, nada como um mestre de cerimonias que entretenha e que surpreenda. O escolhido deste ano foi ninguem menos que Ben Stiller. (vou postar a foto que ele aparece melhor!!!)

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Apresentando o evento no melhor estilo do Oscar – com boas piadas e outras que so os americanos acham graca –  ele deixou a cerimonia mais leve mesmo nos momentos em que se falava de numeros e resultados. Por volta das 8h30, chama ao palco a ‘postar teen’ americana, Hannah Montana. Os expectadores – a maioria aqui dos EUA, claro – deliravam e assim a empresa comunicava que faz bem feito e faz isso para eles, os associados.

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Ainda na parte “entretenimento”, Michael Jordan foi dar uma “palhinha” do seu basquete e a manha terminou com Smokey Robinson, um icone americano dos anos 70. Ben Stiller, nas idas e vindas do palco ao backstage, acabou agradando (de nao muito boa vontade, diga-se) alguns mais exaltados com a sua presenca…

 
Comunicar para todos esses ‘stakeholder’ nao e facil. Para todos de uma vez – alguns clientes foram convidados tambem – parecia ser tarefa quase impossivel. Mas nao foi. Misturando diversao e business, a empresa conseguiu passar todas as suas mensagens, deu informacoes importantes, dividiu conquistas, reconheceu pessoas. E todos sairam satisfeitos e agradecidos por estarem ali, certamente mais felizes por, de alguma forma, fazer parte dessa historia. Um grande gol da comunicacao integrada.

Imprensa e um caso a parte. Eu, na minha humilde carreira, so tinha viso algo assim em filmes: varias cameras de TV, milhoes de cameras fotograficas com suas objetivas que mais pareciam telescopios e nada menos que 90 jornalistas.  Antes do evento de hoje, propriamente dito, a semana teve ainda 2 coletivas – uma para a area internacional e uma para todos juntos – e algumas entrevista exclusiva quando cada presidente atendeu a imprensa do seu pais.

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Hoje, depois da reuniao, outra grande coletiva aconteceu, com todos os principais executivos mundiais. E, em todos esses momentos, os 90 jornalistas acompanharam com atencao. Outro grande gol.

Pra mim, nesse ponto, foi uma licao e tanto. Licao de organizacao, licao de follow-up, licao de informacao online (os releases foram saindo a medida que as apresentacoes e discursos acabavam). Licao de como e possivel fazer isso acontecer mesmo com tanta gente e tantos interesses distintos. Essa foi a 39a edicao da Shareholders Meeting e eles devem achar tudo natural… Mas so mesmo quando acaba – agora – a gente acredita que deu certo.

Sensacional. So isso.

bjs e ate a proxima,

junho 5, 2009 at 7:51 pm 3 comentários

Just a little bit of tourism…

Sei que o blog e sobre comunicacao, mas nao posso deixar de escrever sobre minhas impressoes como turista. Bentonville e uma das cidades que compoe o “notrthwest Arkansas”, que tem tambem Fayetteville – onde ficam os grupos de funcionarios dos paises e onde sera o grande evento dia 5 – e Rogers – onde fica meu hotel e onde estou agora. As cidades se misturam um pouco porque sao bem proximas. Alem dessas, ha tambem a cidade de Springdale, mas essa nao esta incluida no roteiro…rs…. Ao todo, todo o “northwest Arkansas” tem pouco mais de 400.000 habitantes (segundo o Wikipedia, que deve ter inflacionado esse numero pelo que vejo por aqui…).

Como aluguei um carro (vejam a foto), ficou facil explorar a regiao.

Meu carro - Otima, da Kia - alugado no Arkansas!!!!

Olhem o caminho do aeroporto para o hotel. A cidade e toda assim (tirando algumas avenidas princiais), muito verde e com poucas casas. Predio? Nenhum!

Gracas a tecnologia, fiz uma amiga a mais: a moca que fala no GPS. Embora ela me de algumas broncas (pq mesmo assim eu erro! e a palavra que ela mais usa e “recalculating”) esta me fazendo chegar em todos os lugares muito facilmente. Estou apaixonada por esse aparelhinho…

Voltando: em qualquer lugar que se va aqui, as pessoas sabem que viemos pra Shareholders. E um dos principais eventos da regiao e as cidades recebem, nessa semana, mais de 25.000 pessoas de fora. O comercio espera por isso e quando cheguei ate a emissora de TV local estava no aeroporto fazendo a materia sobre a chegada dos “turistas”. Restaurantes e pequenas lojas se preparam para a “multidao”…

Os shoppings aqui sao algo misterioso. Sao grandiosos, lindos (a ceu aberto, como vcs podem ver na foto), com lojas enormes. E vazios!!! Claro, nao ha populacao para eles, ao que parece…. Dificil dizer como sobrevivem. Se nessa semana, que as cidades estao, digamos, lotadas, os shoppings estao as moscas, imaginem numa semana normal?

Mas, enfim, o que vale e que sao muuuuuuito charmosos. Vejam:

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E tem ate cinema!!!

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E e so o que se tem pra fazer, tirando as lanchonetes. Aqui tem 4 Mc Donalds em uma unica avenida, Arbys, KFC, Dennys (esse vai merecer um post separado, aguardem), Wendys, Pizza Hut e por ai vai. De qualquer forma, um ou dois sao 24 horas e os outros fecham as 20h!!! E, se vc for as 19h30 nao ha mais ninguem…. Engracadissimo.

As cidades nao tem transito – aqui, as 18h (o rush) e como se fosse as 2h da manha em SP, pra vcs entenderem – e os motoristas sao muito educados. Nem buzinaram nas minhas barbeiragens de iniciante no cambio automatico.

Eu e meus dois amigos “jornalistas-turistas”, Tatiana e Elio estamos nos divertindo muito juntos e gastando muito tambem. Os brasileiros tem que aproveitar pra comprar eletronicos por aqui. E muito mais barato. Um iPod Nano, que  no Brasil custa R$900,00, aqui sai por US$145,00! Ja perdi a conta de quantas lojas visitamos.

Enfim, voltaremos felizez, porem muito mais pobres. Aproveito para apresenta-los a voces. Nesta foto estamos no Dennys.

Tati, Simone and Elio at Dennys

Prometo voltar ao assunto do blog no proximo post. Mas nao dava pra deixar passar…

bjs e ate a proxima,

Simon

Obs: continuo no teclado americano… Sem acentos….

junho 4, 2009 at 8:38 pm 5 comentários

Quite an experience!

Ola, pessoal!

Tem momentos na nossa vida profissional que devem ser explorados. Explico: nesse exato minuto escrevo dos Estados Unidos, onde vim participar de uma grande reuniao da empresa. Estou acompanhando jornalistas brasileiros convidados para o evento, ajudando-os com informacoes e mostrando tudo de bacana que fazemos, nossa historia e cultura, etc. Ate ai, tudo normal (mesmo fora do Brasil). O bacana nisso tudo e que sao 16 paises e em todos eles ha uma ‘Simone’ e seus jornalistas convidados. E embora seja uma unica empresa e todos os que estao no meu papel tenham a mesma funcao, as culturas misturadas sao uma verdadeira aula.

Cheguei aqui sozinha e, confesso, estava bastante insegura no inicio. Encontrei meus ‘pares’ americanos e, gradativamente, meus pares internacionais. Alguns, digamos, parecidos, como os chilenos, por exemplo. Outros completamente diferente, como os indianos. Por razoes opostas, me aproximei mais desses dois grupos. Com os chilenos – assessor e jornalista – fomos as compras. Nos auto denominamos ‘south america group’, (pode parecer estranho, mas nos comunicamos apenas em ingles) e pareciamos 5 brasileiros amigos de infancia. Falamos bem pouco de trabalho e percebemos que nosso dia a dia e muito similar e as cidades (no caso, Sao Paulo e Santiago), tambem.

Com os indianos, por outro lado, a aproximacao foi muito mais devido as curiosidades culturais de ambos os lados. Eles levam uma vida parecida com a nossa no trabalho mas devem adequar isso a cultura indiana tao forte. Por exemplo: jantar as 7h, como fazemos aqui, pra eles e como se fosse um ‘lanchinho da tarde’. La, como a familia e muito valorizada e todos devem jantam juntos, essa refeicao e feita la pelas 22h, 23h. Outra curiosidade e que somos similares tambem na maneira de celebrar momentos. Hoje cedo aconteceu a parte internacional da reuniao, onde os paises falam do seu desempenho e terminam com algo tipico. O Carnaval do Brasil e a danca indiana quase poderiam se misturar. A animacao era a mesma nas duas ‘delegacoes’ e ambas fizeram os 2.000 convidados levantarem. Mas na India tudo e mais contido, menos ousado. As mulheres, mesmo dancando, pouco olham para cima, as roupas sao comportadas e as dancas sao individuais.

Como no Japao. No jantar de boas vindas da comitiva internacional ontem (cerca de 40 pessoas) enquanto todos se comunicavam efusivamente, se conhecendo aos poucos e reconhecendo quem era famoso por e-mail, os japoneses ficavam sorrindo, sentados, parecendo achar meio ‘absurdo’ sairmos da mesa e falarmos alto num restaurante com tantas pessoas… Por outro lado, quando sentei ao lado de um deles para puxar uma conversa, fui recebida com um calor quase latino, como se eles estivessem suplicando para fazer parte do grupo mais animado sem coragem de demonstrar essa vontade…

Mesmo assim, quando falamos do cotidiano do trabalho, tudo e exatamente igual, em todos os lugares. Alguns paises com mais facilidade para divulgar certos assuntos – como moda no Reino Unido ou diversidade no Mexico – outros com poucos veiculos de comunicacao, ou veiculos do governo, outros com jornais tao segmentados que da pra divugal um tema para cada um simultameamente. Enfim, no fundo cada tem a sua peculiaridade mas as mensagens e formas de aproximacao sao as mesmas.

Justamente por isso, impressiona ver que juntos os 16 paises sao um so. A comunicacao corporativa e bastante respeitada igualmente por qualquer operacao, que sabe ser fundamental o trabalho de comunicacao para a imagem da companhia, seja ela onde for.

Fascina tambem ver que a linguagem – e a lingua – nos fazem cidadao do mundo. Dizem que o primeiro passo e o mais dificil de todos. Na verdade, o dificil e encarar o desconhecido e por isso sofremos por atencedencia. A medida que conhecemos o que esta por vir, percebemos que nao e tao dificil assim e a nuvem vai se dissipando…. A inseguranca que  citei no inicio do post se foi quando percebi que consegui fazer tudo sozinha: alugar o carro, dirigi-lo (nunca havia dirigido um carro automatico, mas isso merce outro post, mais engracado!), chegar ao hotel, encontrar as pessoas na Universidade do Arkansas, sair pra jantar, fazer compras. Praticamente uma cidada de Bentonville!

Essa empresa e unica, bem como essa experiencia. Estou aprendendo muito profissionalmente, trocando muita informacao e conhecendo muita gente bacaba. Mas o que levo, pessoalmente, dessa jornada (que ainda esta na metade, aguardem!) e o que aqui chamam de ‘priceless’.

Escreverei mais, com certeza!

bjs e ate a proxima,

Simon

OBS: Nada tem acento pq estou no teclado americano. Desculpem!

junho 3, 2009 at 11:03 pm 7 comentários

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