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Treinar é preciso

Para que as companhias cresçam e sua reputação acompanhe, é preciso que a imagem delas seja tratada com muito cuidado. Óbvio. Quanto maior a empresa, maior a exposição, maior o telhado de vidro. Se o negócio tem a ver com consumidor – indústria, comércio e serviços – o telhado é de cristal. Clientes, como vc e eu, tem cada vez mais acesso a armas poderosíssimas como nunca tiveram antes e podem destruir – ou promover – qualquer marca com apenas um clique.

Hoje são tantas as ferramentas que é praticamente impossível estar atualizado sobre o que acontece na web. Se vc compra um produto com defeito, é mal atendido ou mesmo se não acordou lá de muito bom humor, pronto. Basta escolher entre os trilhões de blogs/sites/twitters à disposição e abrir seu coração e suas mágoas para um sem número de espectadores. Simples assim e vc coloca em cheque uma companhia ou uma pessoa.

É justo? É ético? Ainda não sabemos. Não há um código que regulamente o que o cidadão comum pode divulgar. Mais do que isso, não há nada que barre comentários em blogs, verdadeiros ou não. A metade cheia do copo é perceber que nunca vivemos num mundo onde a comunicação foi tão simples e acessível e isso é incrível, porque tb nos dá muito mais munição, claro.

O lado ruim é que não raro vemos casos com finais completamente infelizes devido a começos inocentes de histórias  na internet. A dimensão que isso toma ninguém jamais saberá. É como se todos nós vivessemos num Big Brother virtual diário. Já experimentou colocar seu nome completo no Google? É sempre surpreendente…

Levando o tema para a comunicação corporativa, para criar musculatura para aguentar possíveis trancos ou para aproveitar as notícias boas que a internet também propaga (ok, ok… tem muita oportunidade aqui…) é preciso treino. Como em qualquer esporte, se dá melhor quem está mais bem preparado e conhece bem seu oponente (nem sempre tão oponente assim). No nosso caso, de ‘guardadores e/ou divulgadores da imagem empresarial’, o treino é feito com nossa principal arma: a informação.

Do executivo que é porta-voz à telefonista que atende o ser humano comum, faz muita diferença que a empresa tenha clara a idéia de que as pessoas devem saber o que acontece, os principais pontos fracos, os melhores pontos fortes. Se a caixa do supermercado ou a atendente da telemarketing souber aproveitar o pequeno tempo de contato com o cliente para dar alguma mensagem que faça a empresa subir um degrauzinho no conceito daquela pessoa, já valeu.

Difícil? Certamente é… Mas vale tertar unir forças. Afinal, num mundo em que os diferenciais de qualidade e tecnologia são tão pequenos entre empresas concorrentes, o que faz vc optar pela A ou pela B? A simpatia que ela, inconscientemente, passa pra vc.

Vamos tornar as empresas mais simpáticas.

Bjs e até a próxima.

Simone

março 18, 2010 at 1:59 am 3 comentários


 

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