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Estamos preparados para a comunicação na mídia social?
Pode ser que eu esteja mesmo ficando velha, mas me surpreende muito a velocidade com a qual as ferramentas da internet tem andado. O orkut, quando surgiu há 6 ou 7 anos, era o ápice (aparentemente, claro) do poder de interação da rede. Hoje, com blogs, facebook, twitter e afins, aquele que era o precursor das redes sociais virou apenas ‘mais um’ no meio desse mar cada vez mais navegável e navegado.
A primeira onda, que unia pessoas, resgatava ‘amigos’ e comunidades e nos deixava expostos – agradavelmente – ao mundo todo, parece ter arrefecido. Acontece ainda, claro, mas de um jeito tão natural que não parece que por causa dela mudamos nossa maneira de expressão. Quem não tem um perfil no orkut hoje (no mínimo) parece que não existe, que não tem documento. É uma espécie de cidadania virtual mesmo.
Corporativamente – falando em comunicação – ainda é relativamente recente o uso dessas ferramentas, pelo menos entre as empresas ‘menos virtuais’. Na verdade, percebo que ainda poucas companhias tem a real dimensão do que significa abrir a comunicação para este público: o mundo. Não estou falando, claro, da comunicação comercial, de marketing, de promoções. Falo da comunicação corporativa mesmo.
Quando falamos em assessoria de imprensa, por exemplo, temos um target definido, com regras claras, dialeto próprio e argumentações jornalísticas aceitáveis e compreensíveis para ambos os lados. Mas quando falamos de mídia social, o público de expande exponencialmente. São clientes, fornecedores, funcionários, simpatizantes, antipatizantes, espiões, concorrentes… Enfim, atingimos quem queremos e quem não necessariamente gostaríamos de atingir. E é aí que a coisa muda de figura. A regra é o bom senso e você se expõe de uma forma perigosa. Fica aberto para os louros que certamente virão com a transparência, mas coloca o telhado de vidro na mira. Imagino que em alguns casos, o melhor é recuar.
Ou não. Vai ver o futuro é justamente esse. Para o bem ou para o mal, temos que estar presentes em todos os locais onde esperam que estejamos. Se, em 10 dias, a área de comunicação de uma empresa ultrapassa a marca dos 100 seguidores no twitter, é porque o internauta – de qualquer nível – também está sedento por informações por este caminho.
Quando passamos para o universo dos blogs, a história se repete. O espaço na internet é público e sem censura. A principal característica é a liberdade de expressão, exatamente o que estou fazendo aqui. Escrever é um ato de desabafo e os blogs tomaram o espaço dos antigos diários com a diferença fundamental de que o interlocutor não só lê, como interage, opina, reclama, elogia. Enfim, mais uma forma de exposição, mais uma forma de disseminar informações. E nesse caso, como as empresas devem agir? Qual o código que rege este tipo de comunicação? Comenta-se? Explica-se? Defende-se? Agradece? Ninguém sabe ainda….
A única certeza é que a liberdade de expressão, seja ela como for, é incrivelmente sensacional. A revolução que estamos assistindo está mudando e vai mudar muito mais – em breve – a forma de ação de companhias, pessoas, entidades, celebridades…. Vamos, no papel de comunicadores, nos preparar para isso. E no papel de leitores e escritores, fazer com que as ferramentas sejam cada vez melhor utilizadas.
Bjs e até a próxima,
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