Quite an experience!

Junho 3, 2009

Ola, pessoal!

Tem momentos na nossa vida profissional que devem ser explorados. Explico: nesse exato minuto escrevo dos Estados Unidos, onde vim participar de uma grande reuniao da empresa. Estou acompanhando jornalistas brasileiros convidados para o evento, ajudando-os com informacoes e mostrando tudo de bacana que fazemos, nossa historia e cultura, etc. Ate ai, tudo normal (mesmo fora do Brasil). O bacana nisso tudo e que sao 16 paises e em todos eles ha uma ‘Simone’ e seus jornalistas convidados. E embora seja uma unica empresa e todos os que estao no meu papel tenham a mesma funcao, as culturas misturadas sao uma verdadeira aula.

Cheguei aqui sozinha e, confesso, estava bastante insegura no inicio. Encontrei meus ‘pares’ americanos e, gradativamente, meus pares internacionais. Alguns, digamos, parecidos, como os chilenos, por exemplo. Outros completamente diferente, como os indianos. Por razoes opostas, me aproximei mais desses dois grupos. Com os chilenos – assessor e jornalista – fomos as compras. Nos auto denominamos ’south america group’, (pode parecer estranho, mas nos comunicamos apenas em ingles) e pareciamos 5 brasileiros amigos de infancia. Falamos bem pouco de trabalho e percebemos que nosso dia a dia e muito similar e as cidades (no caso, Sao Paulo e Santiago), tambem.

Com os indianos, por outro lado, a aproximacao foi muito mais devido as curiosidades culturais de ambos os lados. Eles levam uma vida parecida com a nossa no trabalho mas devem adequar isso a cultura indiana tao forte. Por exemplo: jantar as 7h, como fazemos aqui, pra eles e como se fosse um ‘lanchinho da tarde’. La, como a familia e muito valorizada e todos devem jantam juntos, essa refeicao e feita la pelas 22h, 23h. Outra curiosidade e que somos similares tambem na maneira de celebrar momentos. Hoje cedo aconteceu a parte internacional da reuniao, onde os paises falam do seu desempenho e terminam com algo tipico. O Carnaval do Brasil e a danca indiana quase poderiam se misturar. A animacao era a mesma nas duas ‘delegacoes’ e ambas fizeram os 2.000 convidados levantarem. Mas na India tudo e mais contido, menos ousado. As mulheres, mesmo dancando, pouco olham para cima, as roupas sao comportadas e as dancas sao individuais.

Como no Japao. No jantar de boas vindas da comitiva internacional ontem (cerca de 40 pessoas) enquanto todos se comunicavam efusivamente, se conhecendo aos poucos e reconhecendo quem era famoso por e-mail, os japoneses ficavam sorrindo, sentados, parecendo achar meio ‘absurdo’ sairmos da mesa e falarmos alto num restaurante com tantas pessoas… Por outro lado, quando sentei ao lado de um deles para puxar uma conversa, fui recebida com um calor quase latino, como se eles estivessem suplicando para fazer parte do grupo mais animado sem coragem de demonstrar essa vontade…

Mesmo assim, quando falamos do cotidiano do trabalho, tudo e exatamente igual, em todos os lugares. Alguns paises com mais facilidade para divulgar certos assuntos – como moda no Reino Unido ou diversidade no Mexico – outros com poucos veiculos de comunicacao, ou veiculos do governo, outros com jornais tao segmentados que da pra divugal um tema para cada um simultameamente. Enfim, no fundo cada tem a sua peculiaridade mas as mensagens e formas de aproximacao sao as mesmas.

Justamente por isso, impressiona ver que juntos os 16 paises sao um so. A comunicacao corporativa e bastante respeitada igualmente por qualquer operacao, que sabe ser fundamental o trabalho de comunicacao para a imagem da companhia, seja ela onde for.

Fascina tambem ver que a linguagem – e a lingua – nos fazem cidadao do mundo. Dizem que o primeiro passo e o mais dificil de todos. Na verdade, o dificil e encarar o desconhecido e por isso sofremos por atencedencia. A medida que conhecemos o que esta por vir, percebemos que nao e tao dificil assim e a nuvem vai se dissipando…. A inseguranca que  citei no inicio do post se foi quando percebi que consegui fazer tudo sozinha: alugar o carro, dirigi-lo (nunca havia dirigido um carro automatico, mas isso merce outro post, mais engracado!), chegar ao hotel, encontrar as pessoas na Universidade do Arkansas, sair pra jantar, fazer compras. Praticamente uma cidada de Bentonville!

Essa empresa e unica, bem como essa experiencia. Estou aprendendo muito profissionalmente, trocando muita informacao e conhecendo muita gente bacaba. Mas o que levo, pessoalmente, dessa jornada (que ainda esta na metade, aguardem!) e o que aqui chamam de ‘priceless’.

Escreverei mais, com certeza!

bjs e ate a proxima,

Simon

OBS: Nada tem acento pq estou no teclado americano. Desculpem!

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7 Comments Add your own

  • 1. paulaccassis  |  Junho 3, 2009 at 11:49 pm

    Que experiência incrível. Pude visualizar as ‘delegações’ animadissimas se apresentando…. a mesa do jantar… o colega japones esperando por um contato, etc…
    Para o profissional de comunicação essa experiência deve ser muito proveitosa.
    Para uma experiência pessoal então, nem se fala.
    Conta mais…coloque seu olho clinico em tudo e nos conte mais!?!?
    Aproveite tudo o que puder e volte com a ‘bagagem’ cheia (no dois sentidos!!)… e please, divida comigo!! (pode ser as duas também, se quiser…hahahaha)
    Bjo!

    Responder
  • 2. Liliane  |  Junho 4, 2009 at 11:52 am

    Oieee, Si cada vez me impressiono mais com a sua espontaneidade e jeito humano de contar suas histórias.

    É isso, acho que qualquer um teria se sentido inseguro no começo, mas aí a jornada em si, nos faz ir adquirindo mais segurança.

    Ameiii a frase, “impressiona ver que juntos os 16 paises sao um so”. Sério, demaisssss!!! Simone Walton hehehe

    Me senti aí com você. Beijoooooo e sucesso no restante da jornada.

    Responder
  • 3. Gabriela Scheinberg  |  Junho 4, 2009 at 12:19 pm

    Si! Que delícia ler seu post, Muito bem escrito e realmente descritivo. Que delícia. Parecía que estávamos lá com você. Bjs

    Responder
  • 4. Wilma  |  Junho 4, 2009 at 12:34 pm

    Que experiência bacana! Fiquei curiosa para saber mais detalhes sobre as diferentes culturas. Continue nos contando…Abraços brasieliros, Wilma

    Responder
  • 5. Juliano Rigatti  |  Junho 4, 2009 at 5:29 pm

    Só te digo uma coisa: que inveja boa de ti, minha chefa!
    Desbrava, aprende e te alegra — esse último é aprendizado dos Doutores da Alegria, palestra que tivemos há pouco aqui na firma!
    Beijo, Juliano.

    Responder
  • 6. Jac Oliveira  |  Junho 4, 2009 at 5:39 pm

    Si, a troca de culturas e experiências é sempre emocionante né… seja em qualquer lugar do mundo. Pq é nessas horas que a gente vê que no fundo somos todos muito parecidos e isso dá uma sensação de unidade.
    Aproveita ae, e conta mais depois.
    beijo

    Responder
  • 7. Betina  |  Junho 5, 2009 at 4:38 pm

    Eu já disse e vou repetir… o mais legal do seu post é que, além da descrição precisa da ‘oportunidade’ (boa, que fique claro, sem remeter ao jargão, rs) e da sensacional experiência de intercâmbio… tem toda a parte humana, sensorial da coisa. E isso lhe é bastante pecular, já disse tb! Adorei. Aproveite e, na onda do Ju e dos Doutores da Alegria, te alegra!!!!

    Bjs

    Responder

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