Alinhando Expectativas
Fevereiro 4, 2009
Se vc é profissional da área de comunicação corporativa, certamente já se frustrou por saber que está apresentando um projeto sensacional que, ao chegar ao staff da empresa, é barrado como se fosse insignificante. Não temos resultados tangíveis e isso faz com que tenhamos que provar o tempo todo o valor da nossa existência.
Num cenário como o atual, com demissões em massa por grandes companhias mundo afora, o papel da comunicação é cada vez mais estratégico mas, paradoxalmente, está cada vez mais na berlinda, naquela parte das frias planilhas ilegíveis do que “dá pra viver sem”. Será?
A história muda – pelo menos momentaneamente – quando, via comunicação (ou seja, sem gastos extras), conseguimos ganhos de imagens fundamentais em momentos de incerteza. Na comunicação interna, por exemplo, funcionários bem informados tem mais perspectivas e sabem onde estão pisando, o que faz toda a diferença quando tudo o que vem de fora é muito negativo.
Falando de assessoria de imprensa, especificamente, uma matéria no Estadão, no O Globo, na Veja, no Jornal Nacional, que fale bem da sua empresa não tem preço numa hora dessas. O desafio é mudar o ‘mind set’ de executivos que compreensivelmente não alcançam a importância desse diferencial.
Nosso papel, além de conseguir espaço de qualidade nesses veículos é também o de convencer que meia hora fora da concentração do dia a dia pode render frutos inimagináveis. Somos profissionais de relacionamento (ficou estranho…rs…). Relacionamento para persuadir o chamado público interno e relacionamento para sair bem diante do externo.
É uma delícia… Às vezes, muito frustrante. Mas vale quando, em um trubilhão de pautas, notícias e entrevistados se matando por um centímetro na imprensa, somos escolhidos pela qualidade da informação o papel estratégico fica claro. Dá um alívio ver a coisa acontecer, embora isso necessite de uma conjunção praticametne cósmica…rs…
Tem coisas mais práticas e mais objetivas. Finanças, por exemplo. Mas mesmo os números ganham mais sabor se comunicados de maneira correta….
bjs e até a próxima,
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1.
paulaccassis | Fevereiro 4, 2009 at 7:10 pm
É curioso tudo isso.
É necessário mesmo um esforço blaster para ser ouvido, para persuadir, mas quando chega a alguém que tenha uma visão mais ampla, mais estruturada e, eu diria até mais otimista, tudo soa simples, leve e prático! Basta que chegue à pessoa certa, sem ruídos e tudo se encaixa!
Na boa. Comparo a situação que te motivou a esse novo post, à saga de um espermatozóide! Quantos não conseguem chegar lá!!!!
Bom… ainda sob o mesmo tema… rsrs.. podemos dizer que chegamos lá, de novo!! hahahaha
2.
Betina | Fevereiro 4, 2009 at 7:32 pm
Sinceramente não entendo este negócio da área de comunicação corporativa estar na linha de corte, rs. Se é que está. Acho que as empresas já entenderam a importância destas pessoas, especialmente por isso que vc falou. Os resultados aparecem como fruto única e exclusivamente do bom trabalho realizado e não, necessariamente, do investimento em alguma ação específica.
Isso me faz refletir que, o que faz a real diferença nesta linha de corte são sim os excessos. Profissionais que surpreendem com soluções estratégicas de qualidade serão mantidos ou pelo menos bem considerados num momento de reavaliação de custos.
Quanto ao espaço que precisamos cavar na unha diariamente é um desafio e um ‘motivador’ (embora pra mim, não há motivação melhor que dinheiro no bolso, rs) e, quando conseguimos mostrar aos executivos que – de tão imersos – não desenvolvem o hábito de pensar fora da caixa, é um trunfo valioso a ser ‘utilizado’ em momento oportuno mesmo.
O fundamental é sempre trabalhar com pessoas que estão alinhados com as reais necessidades da empresa, no sentido do que é importante ser comunicado neste momento, que pode ser um divisor de águas para a empresa em questão de imagem com a imprensa e com o público ‘final’. E, mais ainda, trabalhar com pessoas que te estimulem a querer se desenvolver como profissional. Tá cada vez mais ‘raro’ isso, mas é importante saber identificar.
EXCELENTE POST!
Bjão e até a próxima