Crise, crise, crise
Dezembro 8, 2008
Sei que a crise começou já faz um tempo e que já deveríamos ter nos acostumado com as notícias sobre o assunto. Mas confesso que fico cada vez mais assustada. Esta semana, lendo a Folha, tive vontade de fechar o jornal, jogar tudo para o alto e correr. Afinal, estava “óbvio” que ninguém escaparia.
Primeiro a demissão de mais de 1.300 da Vale. Logo a Vale, empresa sólida, orgulho brasileiro…. O outro orgulho, a Petrobrás, também anda mal das pernas (se é que isso é possível) com a queda do preço do petróleo. Dá pra imaginar?
Na mesma Folha, a previsão da Abimaq de uma “carnificina do emprego” depois do Natal. Sim, era esse mesmo o termo na manchete do jornal. O caderno de economia acabava com fatos reais de desemprego – e desespero – nos Estados Unidos, onde mais de 350.000 pessoas já são vítimas da crise.
Assusta o fato de ainda não haver luz no fim do tunel, se é que já chegamos pelo menos ao túnel. Parece que o Brasil vai adentrar esse turbilhão escuro de recessão só mesmo depois do Natal, quando o alívio momentâneo do décimo terceiro estiver diluído em milhões de parcelas, das dívidas de fim de ano.
Mas o que a comunicação tem a ver com isso tudo? O que nós, profissionais da área, podemos fazer? A imprensa, embora cumpra o papel de informar, às vezes peca em alguns exageros e análises mais parciais. Afinal, não há nada – nem espaço na página – que possa tirar o foco desse momento econômico histórico.
Por outro lado, nós que trabalhamos em departamentos de comunicação de grandes companhias, ficamos sem saber o que o futuro próximo nos reserva. Quantas empresas tem a área de comunicação corporativa num lugar tão estratégico a ponto de não estar na linha de corte quando – e se – a crise chegar de verdade? Difícil responder…
Por enquanto, vamos ajudando as empresas a nos ajudarem. Resta saber até quando resistiremos… Boa sorte a todos!!!
bjs e até a próxima!
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1.
Betina | Dezembro 11, 2008 at 8:28 pm
Como os demais jornalistas, você foi catastrófica, rs!
Eu acho também que ainda não chegamos perto do túnel e, pra falar a verdade, acho que vou pensar nisso só depois do Natal mesmo, pelo menos no âmbito pessoal. Eu já comecei minhas parcelas de final de ano. Você não?
Em relação à crise, não existe economia que sairá ilesa, mas os países tem aprendido com os emergentes a ‘diversificar a carteira de ações’, saca? Rs… Acho que esta tendência foi o que impediu que a catástrofe fosse maior, especialmente para nós.
Tenho fé na economia brasileira e na força dos nossos ‘negócios’. No mais, vamos rezar e continuar trabalhando direitinho, esperando que possamos passar por isso com segurança.
Bj
2.
uzina | Dezembro 24, 2008 at 2:33 am
Medo, chefe. O.O
3.
uzina | Dezembro 24, 2008 at 2:49 am
Si, mais lenha nessa lareira. Olha essa nota da Lurdete Ertel, colunista de Economia da Zero:
“A prevenção à crise que ameaça confirmá-la
Ninguém duvida de que o bicho da crise tá pegando. Mas a enxurrada de anúncios de demissões que vem sendo despejada no mercado neste final de ano em todos os quadrantes, segmentos e nações faz aflorar um pergunta inquietante: quantas das tosas são realmente inevitáveis, efeito de queda de vendas e freada de produção, e quantas são medidas preventivas?
O questionamento sequer considera a possibilidade (real, não se nega) de empresas aproveitarem a ‘grife’ da turbulência como pretexto para faxinas que, em outras épocas, seriam social e mercadologicamente condenadas, ou até para espremer maiores margens de lucro. Essa hipótese já é outro assunto.
O que desponta para reflexão – talvez como alerta para empresários em pânico – é a severidade dos ajustes que estão sendo feitos na folha de pessoal de muitas companhias para “preparar” a travessia do aperto aparentemente inevitável.
***
Certo, prevenir sempre é um verbo sensato. Mas quando se trata de emprego e de crise, não custa chover na enchente: mesmo sob a mais impessoal avaliação financeira, demitir por precaução, por projeção de queda de vendas ou por previsão de que tempos difíceis virão está muito mais perto de consumar e agravar esse temido cenário, do que minimizá-lo.
Funcionário dispensado deixa de consumir e até pagar contas. E acaba retroalimentando a situação que gerou seu cartão vermelho.
Ou seja: enxugar para prevenir a crise pode ser a medida mais eficiente para criá-la ou confirmá-la.
Esta é uma das raras previsões de que se pode ter certeza no meio da atual tempestade de areia. E sem necessidade de calculadora ou bola de cristal.”
4.
Liliane | Janeiro 2, 2009 at 4:28 pm
Oie Si, nossa que medo desse cenário. O que me anima é ter lido que os países “emergentes” ou em desenvolvimento (como o Brasil) sofreram menos com a crise. E até poderão fazer dela uma oportunidade.
Acredito nisso. Mas veremos jaja as cenas dos próximos capitulos.
bjs