Informação ou Notícia – parte II

Agosto 12, 2008

Como meu post anterior gerou muita polêmica e o assunto realmente merece , resolvi retomar o tema e tentar “clarear” alguns pontos. Quando falei que as matérias em jornal contibuíam mais para a imagem da empresa do que as propagandas, me referi, na verdade, à reputação de uma companhia. Imagem, sim, mas num sentido mais ‘profundo’.

Semana passada participei de um fórum promovido pela ABA (Associação Brasileira de Anunciantes) que debatia a dificuldade de medir o ROI – retorno de investimento – em ações de comunicação. As discussões foram muito ricas mas quase que 100% dos dados – e dos participantes – eram de profissionais de marketing e discutiam o retorno financeiro de suas ações/anúncios. Quanto a mais de sabonete a empresa X conseguiu vender depois da campanha Y? São números, são dados, são mensuráveis. Não é 100% ‘crível’, já que não dá pra saber o quanto do aumento de vendas se deveu ao comercial, mas é bem próximo da realidade.

Em um determinado momento questionei como medir esse retorno (sim, também sou cobrada por resultados e tenho metas!) em ações com a imprensa, por exemplo e como eles mediriam o valor de uma matéria positiva em um jornal de grande circulação.

A realidade é que não há métrica, a não ser a centimetragem da reportagem e seu valor se o espaço fosse utilizado para um anúncio (o que é questionável). O quanto a matéria impacta no leitor e, mais ainda, no consumidor, ainda é algo muito difícil de medir.

O que ficou claro, porém, é o inquestionável valor dessa tal reportagem em situações de crise das empresas. Costumo dizer que a missão da comunicação corporativa é criar uma imagem positiva da companhia e melhorar cada vez mais sua reputação mas, mais do que isso, criar musculatura para absorver adversidades que podem ocorrer – e ocorrem.  Algumas simples e pontuais, outras mais complexas.

Em situações de crises graves, como acidentes aéreos ou contaminações de produtos, por exemplo – a primeira ação efetiva das companhias é suspender imediatamente qualquer tipo de propaganda e acionar a comunicação corporativa para dar o correto direcionamento. Isso é cuidar da reputação. Isso é ir mais fundo.

Do outro lado, a reputação gera uma certa “admirabilidade” (segundo o Heródoto Barbeiro) e é o que faz a pessoa optar pela empresa A ou pela empresa B se as duas oferecerem o mesmo serviço pelo mesmo preço. E se a pessoa opta, a empresa ganha. E ganha dinheiro. E, se ganha dinheiro, há retorno de investimento.

O difícil é saber quanto. Mas, enquanto as companhias valorizam cada vez mais seus departamentos de comunicação, entendo que o investimento tem valido a pena…

Beijos e até a próxima!

Entry Filed under: Uncategorized. .

3 Comments Add your own

  • 1. Ronaldo  |  Setembro 4, 2008 at 5:14 am

    Concordo com o que escreveu meu amor. Realmente é difícil mensurar o retorno que a área de Comunicação Corporativa dá para empresa no que se refere à imagem positiva (por exemplo, matérias gratuitas), porém, o resguardo dessa mesma imagem quando da ocorrência de fatos graves é de muito mais valor, pois, todos sabem que se levam anos para consolidar uma boa imagem e poucos minutos para destruí-la.

    Responder
  • 2. Thais  |  Setembro 4, 2008 at 8:44 pm

    Oiee Si!
    Muito legais os teus dois últimos posts. Eu, que já fui redatora publicitária, acho que, na grande maioria das vezes, uma boa matéria no jornal é mais eficiente do que uma propaganda, no que diz respeito à imagem corporativa. Infelizmente, não dá pra explicar todos os feitos de uma empresa num só anúncio – só Deus sabe o quanto é difícil resumir em uma ou duas linhas o que o briefing quer que seja divulgado.
    Beijos!
    Thais Coimbra

    Responder
  • 3. Betina  |  Setembro 5, 2008 at 8:48 pm

    É difícil explicar a importância da musculatura intangível.

    A importância dos departamentos de comunicação é inquestionável, uma vez que reputação propriamente dita não tem nada a ver com números, na minha opinião.

    Mas, não sei se concordo que o investimento nestes departamentos tem sido feito da maneira adequada, especialmente a questão das metas… que são sempre, números.

    Há certa incoerência, concorda?
    Bjs

    Responder

Leave a Comment

Required

Required, hidden

Some HTML allowed:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


 

Agosto 2008
S T Q Q S S D
« Jul   Out »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Tópicos recentes

Simon diz: eu leio!

Comentários

Feeds