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Onde imprime?

Minha amiga Wilma outro dia me disse que mostrou uma máquina de escrever a seu filho de 6 anos e ele, fascinado, perguntou: “mas onde imprime?”.

Como assim? Me perguntei em silêncio. Não faz tanto tempo assim (ou faz?) estava EU escrevendo e trabalhando em uma relíquia dessas… Na minha época de Band, nos idos de 1994, não havia computadores na redação e aquele barulhinho da máquina (que saudade!) era o mais característico de um jornal sendo produzido…. Aposto que a redação do Estadão perdeu um pouco a graça – ou pelo menos, o glamour – quando essas maquininhas silenciosas chegaram.

Claro que não estou aqui recriminando o futuro. Pelo contrário. Não fosse ele, eu não estaria nesse exato momento (23h11 do dia 07 de julho) deitada na minha cama com um laptop no colo. Mas acho que ele veio rápido demais.

Em 95, ainda na Band, fui cobrir uma feira de informática chamada Fenasoft, onde as maiores tendências ‘hi-tech’ eram lançadas. Naquele dia, um dos expositores deu aos jornalistas uma caixa onde se lia “internet in a Box”. Na coletiva sobre o produto, percebia-se que ninguém ainda entendia direito como isso funcionava e todos – inclusive eu – levaram o tal brinde para casa. O Jô (meu irmão) instalou imediatamente e cadastramos um e-mail, meio sem saber para que isso serviria. Meu primeiro e-mail era Simone@nutecnet.com.br e, para ter com quem conversar, enviamos carta (em papel) para uma revista sobre o tema nos oferecendo para receber mensagens dos desconhecidos…

Não dá pra acreditar que tão pouco tempo depois (em 98, quando entrei no Pão de Açúcar, todos já tinham acesso à internet – discada, mas tinham) isso tudo já estava disseminado de um jeito tão intenso que não havia quem não conhecesse as maravilhas da rede.

Pode ser que eu esteja mesmo ficando velha, mas fico impressionada quando olho pra trás e vejo como o mundo mudou e como fiz parte ativa dessa mudança. Voltando à Band, peguei a época dos cartuchos na rádio. Sim, cartuchos, um para cada notícia e um gravador de rolo imenso que gravava a programação toda. Para editar uma reportagem aprendi a cortar (literalmente) a fita com um estilete e  emendar uma palavra de uma frase em outra bem distante com durex! Sei que muitos que estão lendo isso agora não fazem a menor idéia do que falo e, por isso, não conseguem visualizar. Mas era assim mesmo, e não faz tanto tempo assim, apesar de eu ter nascido no século passado! rs…

Enfim, acho que o futuro veio rápido demais. E escrevendo esse post, me dei conta que não tenho uma maquina de escrever e quero que meus filhos conheçam uma máquina de escrever para saber como a mãe deles – e não o tataravô – trabalhava no início da carreira. Preciso providenciar… 

E adivinhem como vou fazer isso? Via internet, claro!

bjs e até a próxima!

 

8 comments Julho 8, 2008


 

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